NÃO SABERÁS...
De mim não
saberás como te adoro;
Não te direi jamais, se te amo, e como, e a quanto extrema chega esta paixão
voraz.
Se andas,
sou o eco dos teus passos;
Da tua voz, se falas; O murmúrio saudoso que responde ao suspiro que exalas.
No odor
dos teus perfumes te procuro,
Tuas pegadas sigo; velo teus dias, te acompanho sempre, e não me vês contigo!
Oculto e
ignorado me desvelo por ti, que me não vês;
Aliso o teu caminho, esparjo flores onde pisam teus pés.
Mesmo
lendo estes versos, que me inspiras, não pensa em mim, dirás: Imagina-o, se o
podes, o que os meus lábios não te dirão jamais!
Gonçalves
Dias